O Reconhecimento do Vício em Videogames Uma Análise Detalhada



  • Focalização. Os videogames se transformam no núcleo central da vida da pessoa. Grande parte dos seus pensamentos se destinam a jogar ou à próxima partida, assim como seus sentimentos e suas ações.
  • Modificação do estado emocional. Uma pessoa viciada em videogames se caracteriza por apresentar uma experiência subjetiva de euforia e excitação enquanto joga. Além disso, esse comportamento também é considerado como uma estratégia de enfrentamento em relação ao vício.
  • Tolerância. Assim como em qualquer vício, há a necessidade cada vez maior de jogar para atingir a sensação experimentada no início. O que significa que o jogador vai passar cada vez mais tempo em frente ao videogame, formando, assim, um círculo vicioso.
  • Sintomas de abstinência. Quando não for possível jogar ou quando o tempo de jogo for reduzido, o indivíduo manifesta uma série de sintomas similares aos que aparecem numa síndrome de abstinência. Alguns deles são, por exemplo: mau humor, irritabilidade, etc.
  • Conflito. Esse sintoma faz referência a conflitos com outras pessoas, com outras atividades ou consigo mesmo. O vício em videogames afeta as relações interpessoais, provoca conflitos profissionais ou acadêmicos e, por sua vez, faz com que o jogador comece a ter sentimentos subjetivos de perda de controle.
  • Recaída. Após períodos de abstinência ou controle, os padrões de comportamento de vício são retomados.


Tratamentos para o vício em videogames

A recente conscientização nesse campo e a falta de pesquisa sobre o mesmo faz com que os tratamentos para o vício em videogames sejam escassos. Além disso, existem alguns fatores que são obstáculos para o avanço das pesquisas, como o crescimento da indústria dos videogames, o baixo custo que esse vício representa para o jogador e a atitude permissiva da população em relação a esse tipo de atividade.

Medidas:

  • Verificar o conteúdo dos jogos e, se for o caso, substituir os jogos violentos por outros mais educativos.
  • Incentivar a criança a jogar em grupo, para evitar o isolamento e favorecer a interação.
  • Estabelecer horários e condições para jogar. Por exemplo, combinar com a criança que ela pode jogar duas horas por dia à tarde assim que tiver terminado de fazer todas as tarefas.
  • Manter uma escuta ativa com a criança. Devemos entender que esse comportamento tem uma explicação. Talvez seja uma maneira de se comunicar ou expressar um mal-estar em outras áreas da vida.
  • Caso nenhuma dessas recomendações funcione, podemos proibir os videogames por um tempo até considerar adequado permiti-los de novo.

Obviamente, quando o vício em videogames ocorre nos adultos, o tratamento muda. Existem algumas clínicas que realizam terapias específicas para adultos viciados em videogames. Sua filosofia é demonstrar aos jogadores que eles podem obter a mesma satisfação no mundo real. Entretanto, esse tipo de vício é muito menos comum na idade adulta.


 


 No início de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) formalmente reconheceu o vício em videogames e jogos eletrônicos como uma doença. Essa decisão marcou um ponto crucial na compreensão dos efeitos potenciais dos videogames na saúde mental e levantou várias questões sobre o diagnóstico e tratamento dessa condição. Neste post, exploraremos detalhadamente os critérios de diagnóstico estabelecidos pela OMS, os sintomas associados ao vício em videogames e como isso impacta a vida cotidiana dos indivíduos.

Diagnóstico:
Algumas crianças passam longas horas a jogar jogos. Será que eles sofrem com o vício em videogames? Não necessariamente. Mas em alguns casos, as crianças podem podem gastar muito tempo no sofá, tornando-se mais sedentários e socialmente reclusos. Por vezes, até negligenciam suas tarefas ou trabalhos de casa, e eles podem deixar de desenvolver a capacidade de se divertir. Mas esses problemas não significam que uma criança sofre de um vício.

Seu filho é viciado em jogos?

Em um estudo, foram entrevistados 1.178 jovens com idade entre 8 a 18, pedindo para eles responderem cada uma das perguntas abaixo com qualquer um “Sim”, “Não” ou “às vezes”. As crianças eram consideradas jogadores patológicos se eles responderam com um “Sim” ou “às vezes” a pelo menos seis dessas 11 perguntas.

  1. Você tem passado muito mais tempo pensando sobre jogar jogos, aprendendo sobre jogos, ou planejando a próxima oportunidade de jogar?
  2. Você precisa gastar mais e mais tempo e/ou dinheiro em jogos afim de sentir a mesma quantidade de emoção?
  3. Você já tentou jogar jogos com menos frequência ou por períodos mais curtos de tempo, mas não são foi bem sucedido?
  4. Você fica agitado ou irritado quando tenta reduzir ou parar de jogar jogos?
  5. Você já jogou como uma forma de escapar de problemas ou sentimentos ruins?
  6. Alguma vez você já mentiu para a família ou amigos sobre quanto tempo você joga?
  7. Você já roubou um jogo de uma loja ou um amigo, ou você já roubou dinheiro para comprar um jogo?
  8. Você às vezes ignora as tarefas domésticas afim de passar mais tempo jogando?
  9. Você às vezes pula sua lição de casa afim de passar mais tempo jogando?
  10. Você já foi mal em um trabalho escolar ou teste porque você passou muito tempo jogando?
  11. Você já precisou de amigos ou família para dar-lhe dinheiro extra, porque você gastou muito dinheiro em equipamento de vídeo game, software, ou mensalidades/pacotes/tarifas de jogos online?
Isolamento social, exemplo disso é o jogo Roblox





De acordo com o autor X, no livro X, "a tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas, transformando a forma como nos relacionamos e nos divertimos". Essa citação nos leva a refletir sobre a influência dos jogos digitais em nossa sociedade atual. Um exemplo disso é o jogo Roblox, que se tornou uma febre entre crianças, adolescentes e até mesmo adultos. 

No entanto, o uso excessivo de jogos como o Roblox pode trazer alguns problemas. Primeiramente, a dependência desses jogos pode levar ao isolamento social, uma vez que os jogadores passam horas a fio em frente ao computador, deixando de interagir com amigos e familiares. Além disso, a exposição constante a conteúdos virtuais pode afetar negativamente o desenvolvimento cognitivo e emocional dos jogadores, especialmente quando não há um equilíbrio saudável entre o tempo dedicado aos jogos e outras atividades. 



Outro problema é a falta de controle parental. Muitas vezes, crianças e adolescentes têm acesso irrestrito ao jogo, sem supervisão adequada dos pais. Isso pode levar a exposição a conteúdos inapropriados ou até mesmo a interações perigosas com estranhos online. É fundamental que os responsáveis estejam atentos e estabeleçam limites claros para o uso do Roblox e outros jogos.

 

Uma solução para esses problemas é a conscientização e o diálogo entre pais e filhos. É importante que os responsáveis entendam a importância dos jogos digitais na vida das crianças e adolescentes, mas também estabeleçam regras e limites saudáveis. Além disso, é fundamental que os pais se envolvam na vida virtual de seus filhos, conhecendo os jogos que eles estão jogando, monitorando suas atividades e conversando sobre os possíveis riscos e consequências. 



Em conclusão, o Roblox é um jogo que conquistou milhões de jogadores em todo o mundo, mas seu uso excessivo e sem controle pode trazer problemas como isolamento social e impactos negativos no desenvolvimento dos jogadores. No entanto, com conscientização e diálogo entre pais e filhos, é possível estabelecer um equilíbrio saudável no uso desse jogo e garantir uma experiência positiva para todas as idades. 

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